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Renda fixa: veja três recomendações de CDBs para investir no cenário atual

banco central - super renda fixa cdb
Imagem: Freepik

Nesta quinta-feira (29), as principais bolsas globais abriram em queda enquanto os juros sobem.

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Nos EUA, a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira (21), não trouxe grandes surpresas. O documento revelou um consenso entre os diretores no sentido de esperar para iniciar o ciclo de corte, embora um novo aumento de juros não estar sendo considerado.

É possível argumentar que, a ata foi escrita antes da divulgação do índice de preços (CPI) de janeiro e do indicador de mercado de trabalho, que vieram bastante acima das estimativas dos analistas, e por isso, pode não retratar a avaliação atual dos diretores em relação aos últimos dados divulgados.

Na quinta-feira (22), após os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro virem acima das projeções, o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, argumentou que os EUA estão se beneficiando de um rápido ganho de produtividade e que a surpresa altista do indicador de preços em janeiro indica que a trajetória inflacionária americana será turbulenta. Em relação à trajetória de juros, Jefferson ainda afirmou que provavelmente é melhor deixar os cortes programados para o ano “mais para frente”.

O mercado veio ajustando as expectativas de corte de juros durante todo o mês, migrando de maio para julho o cenário base de primeiro corte no Fed Funds.

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Além da volatilidade na trajetória inflacionária e do mercado de trabalho apertado, ontem (28), a segunda revisão de crescimento do PIB do quarto trimestre dos EUA mostrou que a atividade americana também segue bastante sólida. Houve uma pequena queda em relação ao dado divulgado anteriormente (3,3% versus 3,2% anualizado e dessazonalizado), porém um aumento do número final de vendas (3,5% versus 3,2%).

Nesta manhã, o índice de preços de gastos com consumo de janeiro, o PCE (Personal Cosumption Expenditures), dado mais esperado do dia, mostrou uma leitura em linha com o esperado. O núcleo do deflator recuou de 2,9% para 2,8% na comparação anual e o super núcleo (medida que exclui os preços de aluguéis) ficou em 3,5% y/y.

O dado foi visto como positivo pelo mercado, levando a uma significativa queda nas taxas de juros e reversão do movimento de baixa em diversos ativos de risco. Contudo, apesar da clara trajetória de desinflação, os níveis das medidas observadas de perto pelo Banco Central americano ainda apontam para a necessidade de cautela em relação ao início do processo de afrouxamento monetário.

IPCA-15 abaixo das expectativas

No Brasil, o principal dado econômico desta semana foi o IPCA-15 de fevereiro, divulgado na última terça-feira (27). O indicador de preços veio abaixo das expectativas do mercado (0,78% m/m versus 0,83% m/m), revertendo parte do mau humor que havia se instaurado após a leitura mais forte do indicador em janeiro.

A surpresa positiva veio principalmente em alimentos e passagens aéreas. Em relação aos alimentos, como temos falado há algum tempo, os preços de atacado desses itens já mostravam alguma queda na margem, portanto, devemos continuar vendo uma acomodação nesse grupo nos próximos meses.

Vale também destacar a queda do preço de roupas. O item ficou abaixo da sazonalidade histórica para o mês de fevereiro e foi a maior contribuição para a deflação do grupo de semiduráveis.

No grupo de administrados, a alta da gasolina e do GLP era esperada devido ao aumento do ICMS nos combustíveis no início de fevereiro.

No grupo de serviços, a leitura foi impulsionada pela alta de cursos regulares. É importante notar, contudo, que a inflação desse item se concentra no mês de fevereiro e a alta foi menor do que a dos dois anos anteriores. A queda nos preços de passagens aéreas foi o principal fator para conter uma aceleração ainda maior desse grupo.

Um ponto de atenção foi a continuação de alta da medida anualizada e dessazonalizada do núcleo de serviços. Essa medida é bastante importante para entender a direção do índice de preços e, por isso, deve ser notada pelos diretores da autoridade monetária em suas comunicações futuras.

Em geral, é possível afirmar que não houve mudanças significativas na dinâmica de preços domésticos. Continuamos vendo espaço para o Banco Central seguir promovendo uma trajetória de queda de juros nesse primeiro semestre de 2024.

Veja os títulos de renda fixa recomendados no cardápio da semana

No cardápio desta semana, além dos títulos indexados à inflação com vencimento nos vértices intermediários da curva (três a cinco anos), também mantemos a recomendação da oferta especial do CDB do Banco Pan. O título pós-fixado de curto prazo com liquidez diária oferece uma taxa atrativa para o investidor pessoa física dado a relação risco-retorno da operação.

Características do CDB do Banco Pan com liquidez diária
Classificação de risco da instituição Fitch: AAA(bra)
Público-alvo Investidores em geral
Onde encontrar Banco Pan
Aplicação mínima R$ 5,00
Aplicação máxima R$ 250 mil
Liquidação D+0
Vencimento (prazo) 6 meses (181 dias corridos)
Rentabilidade anual 130% do CDI
Tributação 20%
Pagamento de juros Não
Resgate Liquidez diária
Garantias Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação 23h59
Características do CDB IPCA+ do Banco BTG Pactual
Classificação de risco da instituição Fitch: AAA(bra)
Público-alvo Investidores em geral
Onde encontrar BTG Pactual
Aplicação mínima R$ 1 mil
Aplicação máxima
Liquidação D+0
Vencimento (prazo) 28/02/2029 (1826 dias corridos)
Rentabilidade anual IPCA+ 6,01%
Tributação 15%
Pagamento de juros No vencimento
Resgate No vencimento
Garantias Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação 17h
Características do CDB IPCA+ do Banco Sofisa
Classificação de risco da instituição Fitch: brAA-
Público-alvo Investidores em geral
Onde encontrar Banco Sofisa
Aplicação mínima R$ 1
Aplicação máxima
Liquidação D+0
Vencimento (prazo) 01/03/2028 (1462 dias corridos)
Rentabilidade anual IPCA+ 6,10% 
Tributação 15%
Pagamento de juros No vencimento
Resgate No vencimento
Garantias Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação 22h

As taxas das tabelas são referentes ao dia 29 fevereiro de 2024.

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