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Queda na produção industrial alemã e renúncia da primeira-ministra da França são destaques nesta terça (9); saiba mais

zona do euro
Inflação na Zona do Euro persiste/ imagem: Shutterstock

Bom dia, pessoal. Os investidores globais aguardam ansiosamente os principais dados da semana, marcados para quinta-feira (inflação nos EUA). No Brasil, é relevante notar que também teremos o aguardado IPCA de dezembro no mesmo dia. Até lá, temos que nos contentar com uma agenda menos impactante, composta por discursos de autoridades monetárias no exterior, desafios políticos em Brasília e dados da balança comercial americana. Nesse cenário, os mercados da Ásia e do Pacífico registraram ganhos nesta terça-feira (9), enquanto os futuros americanos enfrentam alguma pressão nesta manhã.

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Os europeus também enfrentam desafios, absorvendo a notícia da queda mais acentuada do que o esperado na produção industrial alemã em novembro e a renúncia da primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, abrindo espaço para uma reforma ministerial no governo de Macron. Pelo menos algumas commodities estão se recuperando hoje, como evidenciado pelo aumento nos preços do barril de petróleo após a queda de ontem, proporcionando um tom minimamente mais positivo entre os ativos locais.

A ver…

· 00:37 — Atividade fraca

Aqui, na expectativa pelo IPCA de dezembro na quinta-feira (11), alguns investidores estarão atentos à prévia do IGP-M, que poderá fornecer indicativos sobre o comportamento recente da inflação.

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Enquanto isso, em Brasília, a equipe econômica trava uma batalha pela aprovação da MP da reoneração da folha.

A estratégia da Fazenda parece focar em persuadir os senadores a votarem a pauta, tornando-se um grande ponto de atrito entre o governo e o Legislativo.

As questões fiscais, naturalmente, desempenharão um papel crucial na determinação da trajetória da curva de juros em 2024. Até o momento, os investidores têm adotado uma postura cautelosa.

Embora o ano ainda esteja no início, olhando para frente, parece inevitável a continuidade dos cortes de juros por parte do Banco Central. Afinal, tudo indica que a inflação continuará convergindo para algo em torno de 3,5% até o final do ano.

Esse processo, entretanto, não vem sem custos, implicando em uma menor atividade econômica. Apesar da melhora no emprego e na renda, as perspectivas para o crescimento do PIB nos primeiros meses do ano não são otimistas, com a atividade prevista para permanecer fraca neste primeiro trimestre.

· 01:22 — Entre semicondutores e aviões

Nos Estados Unidos, as ações encerraram em alta ontem, impulsionadas pelos relatos de que os americanos estão mais otimistas em relação à inflação.

Segundo os dados de Expectativas do Consumidor divulgados pela Fed de Nova Iorque na segunda-feira, os americanos agora preveem que a inflação será de 3% daqui a um ano, a leitura mais baixa em três anos.

Além disso, os consumidores estão antecipando ganhos inflacionários menores do que as projeções anteriores para as perspectivas de três e cinco anos. Esse otimismo, evidentemente, cria expectativas para o próximo dado de inflação na quinta-feira.

Nesse cenário, o Nasdaq Composite, focado em tecnologia, liderou o mercado ao fechar com um aumento de 2,2% no início da semana, enquanto o Dow Jones Industrial Average registrou um ganho de 0,6%.

A disparidade entre os dois índices é atribuída à queda da Boeing, que caiu mais de 8% um dia após a suspensão dos aviões 737 Max 9 da empresa, devido a uma aterrissagem de emergência na sexta-feira pela Alaska Airlines.

Enquanto a Boeing enfrentava desafios, as notícias positivas eram dominadas pelo setor de semicondutores, especialmente após o anúncio da Nvidia sobre três novos chips gráficos para desktop, equipados com componentes adicionais que permitem aos usuários aproveitar melhor a inteligência artificial em suas máquinas pessoais.

Mais uma vitória para as gigantes da tecnologia.

· 02:15 — Uma quantidade inacreditável de eleições

2024 emerge como um dos anos eleitorais mais significativos da história, abrangendo eleições regionais, legislativas e presidenciais em metade do mundo. As tensões geopolíticas, inicialmente consideradas como grandes riscos de investimento no início do ano, agora ganham destaque, pois os resultados eleitorais iminentes moldarão o curso dessas pressões, podendo exacerbá-las ou resolvê-las. Além das eleições para o Parlamento Europeu, aproximadamente 40 eleições ocorrerão, envolvendo 3,2 bilhões de pessoas (41% da população global) e um PIB de US$ 44,2 trilhões (42% do total). Países como EUA, Índia, Taiwan, México, Indonésia, Paquistão, Reino Unido, Rússia e Venezuela, apesar da confiabilidade variável de seus processos eleitorais, estão no centro desse cenário.

O pontapé inicial acontecerá em Taiwan em 13 de janeiro, com a aguardada eleição presidencial. Os investidores monitorarão de perto os resultados, pois eles delineiam o tom das relações com a China, que, sob a liderança de Xi Jinping, reiterou a promessa de “reunificação” com a ilha autônoma. Na Ásia, os indianos irão às urnas em abril e maio, enquanto na Europa, eleições significativas ocorrerão no Reino Unido e, com um grau menor de confiabilidade, na Rússia. A Ucrânia e Israel enfrentam possíveis adiamentos eleitorais devido a situações como a guerra.

Por último, mas igualmente relevante, na América, tanto os Estados Unidos quanto o México se preparam para importantes processos eleitorais. Até mesmo a Venezuela realizará eleições, embora, semelhante ao caso da Rússia, a confiabilidade do resultado seja questionável. Não devemos negligenciar o Brasil, que delineia seu cenário político para as eleições municipais. O ano se configura como um período político emocionante, trazendo consigo implicações globais de grande magnitude.

· 03:19 — O que os investidores estão acompanhando em 2024?

A etapa final de 2023 não poderia ter sido mais favorável para os mercados de ações em todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o S&P 500 está prestes a atingir sua máxima histórica. No ano passado, testemunhamos a mais longa sequência de vitórias semanais nos EUA desde janeiro de 2004.

A recuperação prolongada no final do ano se deve, em grande parte, à mudança nas expectativas das taxas de juros para 2024, após o Federal Reserve abrir a porta para cortes nas taxas em sua última reunião do ano.

No entanto, os investidores dificilmente esquecerão o papel desempenhado pela inteligência artificial e pelas ações de tecnologia de grande capitalização no início do ano passado. Esse tema continuará relevante neste ano, dada a constante inovação.

Outro aspecto crucial de 2023 foi a recessão que nunca se concretizou. A economia dos EUA permaneceu notavelmente resistente, principalmente devido à robustez dos gastos dos consumidores.

Porém, espera-se que a recessão ocorra em 2024; afinal, o mercado de trabalho precisa continuar desacelerando para que os ganhos do final de 2023 sobrevivam ao início de 2024. É algo que merece atenção cuidadosa.

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· 04:04 — Um novo rei?

A supremacia no mercado de carros elétricos está passando por uma mudança significativa, com a BYD da China ultrapassando a Tesla e assumindo a posição de maior fabricante mundial de veículos elétricos no último trimestre de 2023. A BYD registrou a venda de 525.409 veículos elétricos a bateria durante esse período, superando os 484.507 veículos da Tesla, que foram impulsionados por agressivos descontos de fim de ano. Embora a Tesla ainda tenha liderado anualmente, com a venda de 1,8 milhões de carros elétricos em comparação com os 1,6 milhões da BYD, a notícia é impactante, especialmente considerando a rápida diminuição da participação de mercado da Tesla na China. A empresa norte-americana enfrenta desafios para manter o ritmo diante da constante atualização dos produtos pelos concorrentes locais.

Independentemente disso, este marco é significativo para uma empresa que se tornou símbolo do domínio chinês no mercado automotivo, especialmente em seu país de origem e cada vez mais no cenário internacional. A BYD ainda precisa consolidar sua presença global, uma vez que a maioria de suas vendas no último trimestre ocorreu na China, que representa 90% da cadeia global de fornecimento de baterias para veículos elétricos e é o maior mercado automotivo do mundo. Barreiras como altas tarifas de importação e outros obstáculos impedem sua entrada nos EUA, onde a Tesla mantém uma considerável vantagem. No entanto, a BYD está claramente ganhando impulso, como evidenciado pela presença crescente de seus veículos nas ruas brasileiras.

· 05:02 — O otimismo com o Real

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