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Os principais pontos do comunicado do Fed que impulsionaram o Ibovespa à máxima histórica

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Imagem: Freepik

As bolsas de valores globais dispararam na última quarta-feira (13), enquanto o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, falava em coletiva depois do anúncio da manutenção da taxa de juro norte-americana no intervalo de 5,25% a 5,5%.

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Com o Ibovespa não foi diferente. Depois de fechar a Super Quarta em forte alta de 2,4%, o índice manteve a toada nesta quinta (14) e renovou sua máxima histórica para 131.259 pontos, logo na abertura do pregão. 

Vale destacar que a manutenção do bom humor do mercado doméstico tem mais relação com o comunicado do Fed do que com o do Copom, que veio em linha com o esperado.

Por que o comunicado de Powell animou o mercado?

O sentimento positivo predominou no mercado depois que o Federal Reserve trouxe um discurso mais brando do que nas últimas reuniões

No comunicado divulgado ao mercado, o comitê destacou que a inflação continua alta, mas tem desacelerado nos últimos meses.

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Na sequência, o Fed afirmou que “qualquer” novo aperto na política monetária seria levado em conta. O analista Enzo Pacheco, da Empiricus, explica que a palavra “qualquer” usada pelo Fomc no comunicado já foi suficiente para animar os investidores. 

“Foi diferente do termo utilizado no comunicado anterior, e isso fez com que as bolsas acelerassem naquele momento”.

Mas foi durante a entrevista coletiva de Jerome Powell que as bolsas globais de fato deslancharam. 

A autoridade monetária afirmou que foi discutida nesta última reunião a possibilidade de cortes futuros na taxa de juro, o que era rechaçado nos encontros anteriores.

“O Fed tem que manter o poder de compra da moeda e, ao mesmo tempo, manter o nível da economia saudável. Se antes ele estava focando só na parte da inflação, agora afirmou que, se mantiver o juro alto por muito tempo, pode afetar a economia real, as pessoas e os empregos”, comentou Pacheco.

Outra declaração na entrevista que gerou ânimo foi a de que não é preciso que a inflação volte para a meta de 2% para cortar juros.

“Se tem a previsão de que a inflação vem para baixo e vai atingir a meta com o passar do tempo, o comitê pode atuar de maneira antecipada”, explica Pacheco.

Projeções do Fed apontam para corte maior no juro em 2024

O Fed também divulgou ontem o relatório de projeções econômicas de seus membros. A estimativa anterior era terminar 2024 com o Fed Funds Rate em 5,1%, número que agora passou para 4,6%.

“Isso foi suficiente para os investidores aumentarem as apostas de que o corte vai vir logo no primeiro trimestre de 2024. A probabilidade foi para 80%. E o mercado que antes precificava 1% de corte em 2024, passou a precificar 1,5%”, afirmou o analista.

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Confira a entrevista completa de Enzo Pacheco no Giro do Mercado: 

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