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Nesta quarta (20) mercado deve reagir à ata do Copom dentro do esperado e ao upgrade do Brasil pelo S&P Global

‘Elevação da nota da Fitch é muito boa para os ativos de risco’: saiba quais ações e FIIs podem se beneficiar da melhora do rating
Imagem: Pexels

Bom dia, pessoal. A tradição do rali de Natal parece estar se confirmando, pelo menos até este momento. Até o final do ano, prevemos mais dias positivos, mesmo que possa ocorrer alguma correção no percurso. Ajustes, mesmo que marginais, fazem parte do processo e são bem recebidos. É possível que tenhamos esse tipo de ajuste hoje, especialmente considerando a queda nos mercados europeus nesta manhã, acompanhada pelos futuros americanos. Na Ásia, o dia apresentou um desempenho um pouco melhor, apesar de o Banco Central da China (PBoC) ter mantido as taxas de referência das LPRs de um e cinco anos em 3,45% e 4,20%, respectivamente.

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Na agenda do dia, estamos monitorando a confiança do consumidor nos EUA, mas os eventos realmente significativos estão reservados para mais tarde, com outra leitura do PIB do terceiro trimestre amanhã e o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), a medida preferida pelo Fed para avaliar a inflação, na sexta-feira. No cenário internacional, observamos a deflação dos preços ao consumidor no Reino Unido, que foi mais pronunciada do que o esperado, e os preços ao produtor na Alemanha, que caíram mais do que o projetado. Aqui, continuamos a seguir essa dinâmica global, mas permanecemos atentos ao cronograma de eventos em Brasília.

A ver…

· 00:52 — Manutenção do discurso pode ser algo bom

No Brasil, a análise da ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) transcorreu de forma mais positiva do que inicialmente esperado, mantendo-se alinhada com o tom previamente estabelecido pelas autoridades. Como discutimos anteriormente, antecipamos novos cortes de 50 pontos-base na taxa de juros, com pouca margem para uma aceleração desse ritmo, a menos que os dados indiquem a necessidade de uma abordagem diferente, como em casos de atividade econômica significativamente mais fraca do que o previsto.

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Hoje, aguardamos a divulgação do IBC-Br de outubro, projetando uma queda de 0,20% em relação a setembro, quando já observamos um declínio de -0,06% no mês anterior. Além das considerações sobre a atividade econômica e, por conseguinte, sobre os preços, permanece em pauta o debate fiscal, com destaque para a arrecadação em novembro e a sessão solene do Congresso para promulgar a reforma tributária.

Outros temas em aberto antes do recesso legislativo, após a aprovação da LDO de 2024, incluem a proposta relacionada às subvenções do ICMS e o texto que trata da tributação e regulamentação das apostas esportivas e cassinos virtuais. Neste momento, parte da prudência adotada pelo Banco Central pode ser atribuída às incertezas remanescentes no âmbito fiscal, que continuam a influenciar a nossa curva de juros.

· 01:49 — Ganhando espaço entre as agências de rating

As notícias referentes aos nossos ativos continuam otimistas. Ontem, a S&P Global elevou o rating de longo prazo do Brasil de BB- para BB, mantendo uma perspectiva estável (sim, se trata de um “lagging indicator”, mas ainda é uma sinalização importante para o investidor gringo). Essa elevação foi impulsionada pela aprovação da reforma tributária, representando um avanço significativo na questão fiscal nacional. Contudo, é preciso discernir a realidade dos fatos. Reconhecemos que o aumento na nota apenas consolida uma série de reformas implementadas pelo Brasil nos últimos anos, desde o governo de Michel Temer, sendo a reforma tributária a mais recente e emblemática dessas transformações. Ainda estamos distantes de recuperar nosso grau de investimento, mas os passos corretos foram dados.

Naturalmente, é essencial continuar observando avanços em diversas frentes, o que se tornará cada vez mais desafiador, principalmente devido ao ano eleitoral nos municípios e ao desgaste habitual que afeta o governo a partir do segundo ano de mandato. Os próximos progressos dependerão das ações na agenda governamental. A S&P Global indicou a possibilidade de elevar novamente o rating do Brasil nos próximos dois anos, desde que as reformas fiscais sustentem o crescimento de longo prazo do país. Embora desafiador, não é uma meta inalcançável.

Felizmente, não estamos restritos a depender apenas desse cenário, pois há outras notícias positivas em perspectiva. Com uma projeção de crescimento de 3,1% no PIB neste ano, o Brasil está a caminho de se tornar a nona maior economia do mundo em 2023, segundo o FMI (atingindo US$ 2,13 trilhões em PIB). No ano anterior, ocupávamos a 11ª posição, mas com os recentes desenvolvimentos, conquistamos uma posição no TOP 10, ultrapassando o Canadá. Até 2026, há a possibilidade de o Brasil ascender para a oitava posição, transformando-se na oitava maior economia global, com um PIB estimado em US$ 2,476 trilhões. Os ventos parecem estar a nosso favor.

· 02:36 — O rali de Natal segue firme

O S&P 500 está à beira de estabelecer um novo recorde, aproximando-se de sua máxima histórica de 4.797 pontos, atingida em 3 de janeiro de 2022. Após esse pico, o S&P 500 experimentou uma queda de 25% até 12 de outubro de 2022, antes de uma recuperação modesta no final do ano passado, encerrando o ano com uma queda de 19%. No entanto, 2023 trouxe uma narrativa diferente: o S&P 500 registrou um aumento de quase 24% no acumulado do ano, elevando-se cerca de 1.200 pontos, ou 33%, em relação à sua baixa de outubro de 2022.

Esse movimento ascendente não foi uniforme, beneficiando apenas um terço das ações do S&P 500 desde o ponto mais baixo alcançado no final do ano passado. No entanto, essa lista de vencedores inclui várias das maiores empresas do S&P 500, exercendo uma influência positiva no índice devido ao seu peso significativo. Nomes como Nvidia (destaque na revolução da inteligência artificial) e Microsoft, pertencentes ao grupo conhecido como Magnificent 7, foram protagonistas nesse cenário.

Ao projetar o futuro e considerar o ciclo de flexibilização da política monetária, ainda é possível vislumbrar oportunidades para as ações americanas, embora não representem exatamente pechinchas no momento.

· 03:25 — Swing States

Donald Trump foi considerado inelegível para a presidência dos EUA no estado do Colorado devido às suas ações que incitaram o ataque de 6 de janeiro de 2021. Essa decisão, inédita e histórica, representa um marco crucial em um dos eventos mais significativos do próximo ano: as eleições presidenciais americanas.

Em decorrência desse veredito, Trump está proibido de figurar nas cédulas eleitorais do estado. Dado que os EUA não possuem um Tribunal Superior Eleitoral, ao contrário do Brasil, a autonomia de decisão recai individualmente sobre os estados.

Embora o Colorado em si não seja um território fundamental para Trump, já que, desde as eleições de 2008, os democratas conquistaram os delegados estaduais, a repercussão pode ser diferente se mais estados seguirem o exemplo do Colorado, especialmente os “swing states”. Estes, que se alternam em praticamente todas as eleições, incluem Arizona, Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Os investidores ainda não estão plenamente focados nas eleições de 2024, mas em breve direcionarão sua atenção para esse cenário. Se outros estados importantes adotarem a postura do Colorado, o Partido Republicano poderá se encontrar em uma encruzilhada, optando por outro candidato ou enfrentando a possibilidade de perder para Biden.

Se Trump persistir como candidato sem o apoio de estados-chave, isso poderá influenciar negativamente o resultado da eleição. Nomes como De Santis ressurgem como alternativas viáveis nesse contexto.

· 04:17 — A Ucrânia continua em guerra, caso tenha se esquecido

Num cenário global, uma guerra persiste, uma que já não atrai a atenção como outrora, mas que continua a devastar a Ucrânia. Neste mesmo período no ano passado, a Rússia mantinha controle sobre aproximadamente 20% do território ucraniano, e as forças ucranianas enfrentavam dificuldades para expulsar totalmente os combatentes russos. Doze meses depois, observamos mudanças mínimas, e o que mudou parece ter piorado.

No ano passado, Putin concretizou suas ameaças ao abandonar um acordo mediado pela ONU que permitia as exportações de cereais da Ucrânia pelo Mar Negro. O aumento nos preços do petróleo impulsionou a produção interna de mísseis e munições na Rússia, superando os volumes anteriores à guerra. A Coreia do Norte envia mais suprimentos para Moscou, enquanto o Irã continua fornecendo drones. Apesar das pressões da OTAN, a posição estratégica de Putin melhorou, especialmente após o fracassado motim no meio do ano.

Dúvidas surgiram quanto à durabilidade do apoio fundamental de Kiev por parte dos Estados Unidos e da Europa. Nos EUA, os republicanos, em particular, demonstram uma crescente relutância em investir recursos na Ucrânia, uma tendência que pode se intensificar se Donald Trump conquistar a nomeação de seu partido. Enquanto isso, a contraofensiva ucraniana deslocou a linha de frente em menos de 25 km, alcançando uma pausa hoje. Zelensky enfrentará desafios significativos nos meses vindouros, apontando para um desfecho em que a Ucrânia pode se revelar incapaz de recuperar suas terras.

· 05:10 — Carteiras de renda?

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