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Mercado de olho nos dados de inflação do Brasil e dos EUA na véspera da Super Quarta; veja os destaques desta terça (12)

Imagem representando o IPCA, mostrando um carrinho de compras ao fundo e pilhas de moedas a frente. IPCA-15 renda fixa

Bom dia, pessoal. Os investidores estarão atentos hoje aos dados de inflação ao consumidor de novembro, tanto no Brasil quanto nos EUA. Esses números fornecerão uma base mais sólida para as expectativas de mercado em relação à convergência dos preços a níveis mais saudáveis e à trajetória da política monetária no próximo ano. Qualquer leitura abaixo do esperado hoje provavelmente impulsionará os ativos de risco, preparando o terreno para as reuniões dos bancos centrais na quarta-feira, nos EUA e no Brasil, e na quinta-feira, na Inglaterra, na Zona do Euro, na Suíça e na Noruega. No entanto, surpresas positivas podem apresentar desafios.

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A maioria das ações asiáticas registrou ligeiras altas nesta terça-feira, com os mercados japoneses operando positivamente devido à postura pacífica do Banco do Japão, que indica que a política monetária japonesa permanecerá amplamente flexível por enquanto. Enquanto isso, a cautela em relação à China e vários indicadores futuros mantém os investidores apreensivos. Na Europa, os mercados iniciam o dia em alta, assimilando os dados sobre emprego no Reino Unido e a pesquisa de opinião empresarial alemã. Nos EUA, os futuros seguem a tendência positiva desta manhã. As commodities também sobem, dando a impressão de um bom dia.

A ver…

· 00:47 — Entre o Congresso e a inflação

No Brasil, um dia antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), a atenção se volta para a agenda em Brasília e os indicadores de inflação. A votação no Senado sobre o projeto de tributação das apostas esportivas está confirmada, enquanto a Câmara debate a possibilidade de enfrentar a rápida apreciação do projeto que trata das subvenções do ICMS, considerado a “bala de prata” da equipe econômica para reduzir o déficit no próximo ano. Outros pontos em discussão incluem o novo marco tributário e a análise de vetos, como os referentes ao marco temporal, arcabouço e fim da isenção da folha de pagamento.

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A tensão fiscal está palpável, refletida nos prêmios nos vértices mais longos da curva de juros, que não avançaram tanto quanto o esperado devido à incerteza em torno da viabilidade de todas essas propostas. Em relação ao índice de preços ao consumidor de novembro, a expectativa mediana do mercado aponta para um aumento de 0,29%, segundo dados do Broadcast, em comparação com 0,24% em outubro. Isso reduziria a taxa acumulada em 12 meses de 4,82% para 4,70%. Números abaixo das projeções ou indicadores de núcleos ainda mais sólidos podem impulsionar os ativos de risco.

· 01:35 — E a inflação americana?

Nos Estados Unidos, os índices de ações registraram um dia de negociações cautelosamente otimistas ontem, antecipando uma semana agitada com dados econômicos e anúncios de políticas do banco central.

A agenda desta semana abrange o Índice de Preços ao Consumidor de novembro, programado para hoje, seguido pelos dados de vendas no varejo na quinta-feira. No meio desses eventos, o comitê de política monetária do Federal Reserve divulgará sua decisão sobre as taxas de juros e apresentará novas projeções econômicas na quarta-feira.

É improvável que haja mudanças nas taxas de juros por parte do Fed esta semana. O foco estará na coletiva de imprensa de Jerome Powell e no mais recente Resumo das Projeções Econômicas, que apresentará as estimativas da autoridade monetária para inflação, taxas de juros, crescimento econômico e desemprego.

Enquanto aguardamos esses eventos, concentremo-nos hoje nos dados de inflação. A estimativa de consenso sugere um aumento anual de 3,1%, um décimo de ponto percentual abaixo de outubro. O núcleo do IPC, excluindo os preços voláteis de alimentos e energia, deve registrar um aumento de 4%, alinhado com os dados de outubro. A variação percentual anual do núcleo do IPC atinge seu nível mais baixo em mais de dois anos.

Embora a inflação esteja em trajetória descendente, ainda permanece acima da meta. A economia dos EUA desacelerou desde seu crescimento mais robusto no início deste ano, mas ainda está longe de entrar em recessão. “Juros elevados por mais tempo” continua sendo a estratégia predominante, a menos que haja evidências convincentes do contrário.

· 02:36 — As consequências para a política monetária

Embora seja esperado que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros estável entre 5,25% e 5,5% pela terceira vez, a maioria dos participantes do mercado está apostando em cortes a partir de maio. Por exemplo, o Bank of America projetou que o Fed começará a cortar as taxas em junho, enquanto o Morgan Stanley prevê cortes no meio de 2024. O Deutsche Bank, por sua vez, espera que o gráfico de pontos do banco central evite sugerir cortes no primeiro semestre de 2024. Enquanto isso, o Goldman Sachs, adotando uma postura mais conservadora, espera que o Fed reduza as taxas apenas duas vezes no próximo ano, sendo o primeiro corte esperado no terceiro trimestre, anterior à sua previsão anterior de cortes nas taxas a partir de dezembro.

Naturalmente, os investidores continuam preocupados com dois riscos principais. Um deles é que o Fed espere tempo demais para flexibilizar a política monetária, o que poderia resultar em taxas de juros mais altas, prejudicando o crescimento econômico e arriscando uma recessão mais severa. O outro risco é que o Fed possa cortar as taxas prematuramente, enquanto a inflação permanece acima da meta de 2%, como ocorreu durante a gestão de Arthur Burns, amplamente considerado o pior presidente do Fed entre 1970 e 1978. Hoje, pelo menos, o mercado de trabalho mais forte do que o esperado tem moderado as expectativas de cortes nas taxas a partir de março.

· 03:32 — O dilema chinês

As ações na China enfrentaram indecisões na terça-feira. O índice de blue chips CSI 300 permaneceu praticamente inalterado, flutuando em torno dos mínimos de quase cinco anos, enquanto o índice composto de Xangai também registrou pouca variação. Em contraste, o índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,8%, impulsionado pela recuperação das ações imobiliárias, alimentando esperanças de mais apoio governamental para o setor em dificuldades.

A região testemunhou pressões devido à desinflação na China em novembro, conforme revelaram dados do fim de semana. No entanto, há indícios de uma possível recuperação, com relatos sugerindo que os fundos estatais chineses estão investindo em ativos de risco para estabilizar o mercado, o que tem impacto positivo no ânimo dos investidores.

O mercado imobiliário chinês permanece como um ponto crítico para a economia no próximo ano, e os investidores estão atentos a sinais que possam indicar a agenda política e as reformas para 2024. A Conferência Anual do Partido Comunista Chinês torna-se o centro das atenções, proporcionando um fórum para o presidente Xi Jinping e outros líderes delinearem o curso da segunda maior economia do mundo.

· 04:16 — A nova dinâmica geopolítica global

Ao contemplar o cenário de 2024, há um temor generalizado em relação a potenciais novos conflitos geopolíticos capazes de aprofundar ainda mais as instabilidades mundiais. A contemporaneidade, marcada pela ausência de liderança global e pelo crescente conflito geopolítico decorrente desse vazio, gradativamente assume um papel central nas discussões do cenário financeiro global.

A metamorfose desse contexto se acelera, ao passo que os canais de cooperação internacional, como instituições multinacionais, alianças tradicionais e cadeias de abastecimento globais, perdem gradualmente sua capacidade de absorver impactos e choques.

Quando se aborda o tema da guerra atualmente, torna-se imperativo especificar a qual conflito nos referimos. Mesmo a América do Sul, outrora distante dessas narrativas, ressurge como palco de disputa, destacando-se a tensão entre Guiana e Venezuela. Esses desafios prementes configuram uma situação perigosa e sem precedentes no cenário político global.

· 05:02 — Uma ideia de 3 trilhões de dólares

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