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IPCA: inflação fica abaixo do teto da meta em 2023, mas vem acima das expectativas em dezembro; dado preocupa?

Imagem representando o IPCA, mostrando um carrinho de compras ao fundo e pilhas de moedas a frente. IPCA-15 renda fixa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dado oficial de inflação do Brasil, subiu 0,56% em dezembro e fechou 2023 em alta de 4,62%.

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Apesar de encerrar o ano abaixo do teto da meta pela primeira vez desde 2020, o número de dezembro veio acima das estimativas do mercado, de 0,49% .

Inflação e taxa de juros

Antes de entender se o IPCA de dezembro preocupa e pode afetar o ritmo de cortes na Selic, é importante lembrar que a trajetória das taxas de juros tem relação direta com a inflação. 

Em resumo, uma inflação alta faz com que os bancos centrais tenham que subir o juros para reduzir o consumo e controlar a tendência inflacionária, processo que é chamado de aperto monetário.

Por outro lado, quando a inflação está controlada, teoricamente é o momento dos banco centrais reduzirem os juros, o que é conhecido como afrouxamento monetário.

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O Brasil vive atualmente o processo de afrouxamento – ou desaperto – monetário, em que a inflação teoricamente foi domada e a Selic reduzida 0,50% nas últimas quatro reuniões (de 13,75% para 11,75%).

IPCA de dezembro pode afetar o ritmo de cortes na Selic?

Ao analisar o IPCA, o banco central dá maior atenção a alguns núcleos específicos. O principal deles é o de Serviços, que apresentou alta de 0,60% em dezembro.

“Costumamos falar que é como se fosse a coluna vertebral da inflação. É importante ver para que direção ele está indo para saber se de fato essa inércia inflacionária vai estar acomodada ou não. É onde o BC mira”, explicou a analista Lais Costa, da Empiricus.

Apesar da alta, a aceleração do núcleo em dezembro se deu principalmente em itens afetados pela sazonalidade.

“No geral, podemos dizer que essa composição não necessariamente foi boa, mas foi abaixo do que historicamente o mês de dezembro representa para o IPCA”.

Boa parte da surpresa altista veio do grupo Alimentação e bebidas, que subiu 1,11%, maior variação mensal. Os preços altos do arroz e do feijão no atacado afetaram o preço para o consumidor final, explicou Lais.

“A boa notícia é que esses preços devem se acomodar, porque já estamos vendo isso na parte do atacado também. De alguma forma, esses preços vão se normalizar e por isso não preocupam tanto”.

Outra aceleração que não preocupa é as dos bens semi-duráveis, como roupas e calçados, que foram afetados pela sazonalidade. “Naturalmente os vendedores aumentam o preço desses ítens por conta da demanda na época de festas”, afirmou Lais. 

BC deve manter ritmo de 50 pontos-base nas próximas reuniões

Por isso, apesar do IPCA acima das estimativas, a tendência desinflacionária continua e o BC deve continuar cortando a Selic em 50 pontos-base nas próximas reuniões. 

Por outro lado, a chance de aceleração no ritmo de corte, que já era pouco provável, ficou escanteada.

“Ainda víamos alguns gestores e players do mercado falando sobre isso. Não achamos que é o caso, o banco central deve continuar confortável com esse tom conservador nas próximas reuniões”.

A analista Lais Costa também apontou as melhores opções para investir em renda fixa neste cenário. Você pode conferir o relatório gratuito com as recomendações neste link ou no botão abaixo. 

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