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Eletrobras (ELET3/ELET6): turnaround dá sinais positivos e companhia reverte prejuízo no 4T23

Eletrobras (ELET3, ELET6)
Imagem: Divulgação

A Eletrobras (ELET3 e ELET6) divulgou resultados ainda muito afetados por impactos não-recorrentes e vários ajustes que vêm acontecendo após a privatização. Excluindo esses efeitos, o resultado operacional teria vindo acima das expectativas, ajudado principalmente pela boa redução dos gastos gerenciáveis.  

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A Receita Líquida Regulatória (que é mais fiel ao fluxo de caixa) do 4T23 cresceu 11%, para R$ 10,2 bilhões, com contribuições positivas dos seus dois principais segmentos. Na geração, o crescimento foi reflexo do aumento da capacidade instalada e melhores preços de energia. Na transmissão, a companhia se aproveitou dos reajustes tarifários no período. 

Despesas gerenciáveis reduziram em 27%

Em nossa visão, o grande destaque veio na linha de despesas gerenciáveis (PMSO, Pessoas, Materiais, Serviços e Outros), que caiu -27% na comparação com o 4T22, ajudada pela redução de subsidiárias, planos de demissão voluntária entre outros ajustes que vêm sendo realizados para tornar a companhia mais eficiente após a privatização. Lembrando que é justamente na redução de despesas que enxergamos a maior capacidade de geração de valor dessa história. 

Por outro lado, alguns ajustes para baixo no valor de ativos de geração (impairment) e provisões acabaram afetando o resultado negativamente em -R$ 3,4 bilhões. Apesar de negativo, é bom ressaltar que boa parte desses ajustes são não recorrentes e não afetam o caixa. 

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Ebitda da Eletrobras expandiu 5% em 12 meses

Ao excluir esses efeitos, o Ebitda regulatório atingiu R$ 5,6 bilhões, 5% maior que o apresentado no 4T22 e acima das expectativas, o que deve deixar o mercado mais confiante no processo de turnaround.

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Apesar dessa melhora no resultado operacional, o resultado financeiro piorou cerca de -R$ 1 bilhão, afetado principalmente por variações monetárias e cambiais, além das contribuições para a Conta de Desenvolvimento Energético.

Linha de impostos foi fundamental para reversão de prejuízo

Por outro lado, houve melhora relevante de mais de R$ 3 bilhões na linha de impostos, ajudada pela declaração de JCP de Furnas e da Eletronorte, além de efeitos fiscais positivos da incorporação da Santo Antônio Energia, que possui prejuízos acumulados.

Com isso, a companhia reverteu o prejuízo de -R$ 794 milhões no 4T22 e atingiu um Lucro Líquido Regulatório de R$ 1,86 bilhão no 4T23. 

Além da melhora dos resultados operacionais, vimos avanços em outros dois assuntos importantes para a tese. Primeiro, no estoque de compulsórios, que caiu de R$ 19,1 bilhões no 3T23 para R$ 17,2 bilhões no fim de 2023 (em 12 meses, a redução foi de -R$ 7,1 bilhões), o que diminui um pouco os riscos associados ao investimento. 

Além disso, vimos avanços no balanço energético também, com reduções de 4 p.p. até  6 p.p. nas energias descontratadas de 2025, 2026 e 2027, o que dá sinais de um ambiente comercial um pouco mais favorável em termos de preços, depois de um período difícil com bastante sobreoferta de energia. 

O que achamos dos resultados de Eletrobras?

Depois de alguns resultados abaixo das expectativas após a privatização, a Eletrobras tem conseguido surpreender positivamente nos últimos trimestres, com sinalizações importantes de que o turnaround vem sendo bem implementado. 

Por 6,5x Valor da Firma/Ebitda esperado para 2024, a Eletrobras segue com recomendação de compra em diversas séries da Empiricus Research.

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