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Decisão macroeconômica da China impulsiona mercados e EUA aguarda PIB do 4º tri nesta quinta (25); saiba mais

Imagem representando os fundos de investimento no exterior, que são uma modalidade de investimento coletivo que direciona seus recursos para ativos financeiros fora do país de origem do investidor.

Bom dia, pessoal. Ontem, o entusiasmo inicial no Ocidente, provocado pela decisão da China de impulsionar sua economia através da redução da reserva compulsória dos bancos, teve vida curta.

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A mudança na atmosfera global ocorreu quando dados nos EUA revelaram a maior expansão da atividade empresarial dos últimos sete meses. Este avanço levou os analistas a revisarem para cima as previsões de crescimento para os Estados Unidos.

Curiosamente, o que parece ser uma notícia positiva acabou gerando efeitos adversos no mercado. A reação foi a percepção de que o aumento da atividade poderia fortalecer a pressão inflacionária, diminuindo as chances de relaxamento dos juros. Contudo, a expectativa de redução das taxas de juros ainda se mantém para este ano.

Essa reação do mercado parece ser mais uma manifestação da ansiedade de curto prazo, típica de um mercado excessivamente focado em negociações imediatas e menos baseado em análises sensatas.

Paralelamente, o setor de tecnologia continua a apresentar um ciclo muito positivo. A Microsoft chegou ao valor de mercado de US$ 3 trilhões, impulsionada pelo otimismo com os lucros advindos da inteligência artificial, por mais que a Apple permaneça como a empresa pública de maior valor. A Netflix e a IBM também registraram boas performances, muito em virtude de seus resultados.

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Os mercados asiáticos fecharam em alta nesta quinta-feira, ainda reagindo positivamente aos estímulos adicionais anunciados pelo governo chinês.

Na Europa, os mercados abriram em alta, com as atenções voltadas para a decisão de política monetária da Zona do Euro e para os dados do PIB americano do último trimestre.

As commodities também registram alta nesta manhã, o que pode ser favorável para os ativos brasileiros, que tendem a se beneficiar das tendências e notícias internacionais.

A ver…

· 00:59 — Lobby automotivo, Abreu e Lima, programa industrial e Mantega na Vale: está pegando mal demais…

No mercado brasileiro, o Ibovespa ultrapassou a marca de 129 mil pontos ontem, impulsionado pelo corte do depósito compulsório na China, beneficiando especialmente as ações de empresas de mineração e siderurgia, que têm grande peso no índice.

No entanto, as influências do cenário internacional, como as mencionadas anteriormente, junto a algumas notícias domésticas, alteraram o curso do dia.

Notícias recentes vindas de Brasília não têm sido muito animadoras. Iniciamos com a abertura do governo ao lobby do setor automobilístico, avançamos para os novos investimentos na Refinaria de Abreu e Lima e, não menos importante, o recente programa de estímulo à indústria proposto pelo governo, que já foi bastante discutido esta semana.

Para agravar, surgiram novamente informações ligadas ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, cuja presença o governo parece querer na Vale de qualquer forma.

Os próximos dias serão cruciais para entender se a incessante tentativa de Lula de colocar Mantega na mineradora terá êxito, seja como presidente executivo (improvável), presidente do conselho de administração (improvável) ou membro do conselho (possível).

A situação é tão peculiar que Mantega já adquiriu o apelido de “o inelegível” dentro da empresa. Pessoalmente, eu hesitaria em entrar em um ambiente onde claramente não sou bem-vindo (como é o caso de Mantega aqui). Contudo, para algumas pessoas, mais vale o tamanho da cadeira.

De qualquer forma, o excesso de notícias controversas está fazendo o mercado relembrar um período petista associado a resultados econômicos negativos, contrariando as percepções recentes derivadas do trabalho de Haddad.

Por enquanto, parece haver mais especulação do que fatos concretos (mais ruídos do que sinais), mas o ambiente está longe de ser otimista.

· 01:48 — E as empresas de tecnologia continuam subindo… Com exceção da Tesla…

Nos Estados Unidos, ontem foi um dia de resultados mistos para os principais índices do mercado. O destaque continua sendo o S&P 500, que alcançou novos recordes pelo quarto dia seguido, algo que não ocorria desde 2021, quando a inflação era considerada passageira e as taxas de juro estavam praticamente em zero. A razão para esses recordes recentes? Os resultados das empresas têm sido o principal motor do mercado, mais até que os indicadores econômicos, apesar de uma série de dados econômicos superando as expectativas (a recuperação econômica se mostra forte, sustentada por um ambiente financeiro mais flexível).

No entanto, esse otimismo pode ser abalado hoje, após a Tesla revelar que seus lucros do quarto trimestre ficaram abaixo do esperado por Wall Street. As ações da Tesla caíram até 5% nas negociações após o fechamento do mercado e continuam em queda nesta manhã. Além disso, ainda temos várias empresas para acompanhar, incluindo American Airlines, Blackstone, Intel, NextEra Energy, Northrop Grumman, Sherwin-Williams, Southwest Airlines, T-Mobile, Union Pacific e Visa. E é importante lembrar: esta temporada de resultados ainda está apenas começando.

· 02:32 — Mas e o PIB?

Nos Estados Unidos, o foco está na iminente divulgação da primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2023 pelo Bureau of Economic Analysis. As expectativas do mercado estão alinhadas com um crescimento sazonalmente ajustado e anualizado de cerca de 2%, uma desaceleração em comparação com o impressionante crescimento de 4,9% registrado no terceiro trimestre. Contudo, algumas previsões, como as do Federal Reserve de Atlanta, sugerem um cenário um pouco mais otimista, com crescimento de aproximadamente 2,4%. Dada a confiabilidade do Fed de Atlanta em suas previsões passadas, existe a possibilidade de uma surpresa positiva no consenso do mercado. Embora o robusto crescimento de quase 5% observado no trimestre anterior possa não se repetir, a economia dos EUA ainda mostra sinais de vigor (destaque para o setor de serviços).

Recentemente, temos observado uma notável discrepância entre os dados “soft” (indicadores qualitativos e antecedentes) e os dados “hard” (estatísticas oficiais). Os indicadores “soft” apontam para uma conjuntura econômica mais desafiadora, mas a realidade, impulsionada por uma política fiscal expansionista e condições financeiras favoráveis, tem mostrado uma expansão econômica muito mais robusta. Embora as taxas de juros mais altas possam representar um aperto monetário, os gastos governamentais e a liquidez remanescente nas mãos da população, um legado das medidas de estímulo durante a pandemia, têm atuado como contrapesos. O dado de hoje antecede o PCE, medidor favorito de inflação do Fed. Adicionalmente, o resultado do indicador terá um papel importante em ajustar as expectativas dos investidores para a próxima reunião do Federal Reserve, agendada para os dias 30 e 31 de janeiro.

· 03:26 — A decisão europeia

As bolsas de valores europeias apresentam um desempenho ruim nesta manhã, reagindo a uma combinação de relatórios empresariais e indicadores econômicos que têm aumentado a postura cautelosa dos investidores. A atenção está voltada principalmente para a iminente decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juros, esperada para esta quinta-feira. Prevê-se que o BCE mantenha as taxas de empréstimo estáveis pela terceira vez consecutiva, ao mesmo tempo em que se esforça para persuadir os mercados de que cortes nas taxas de juros ainda não estão no horizonte próximo (será que aguenta?).

Assim como ocorreu com o Federal Reserve, parece que o BCE atingiu o pico do ciclo atual de elevação das taxas de juros, mantendo a taxa de depósito em 4%. A duração dessa estabilidade nas taxas é um assunto de crescente debate e interesse, especialmente após declarações da presidente do BCE, Christine Lagarde, e de outros membros do banco, indicando que uma redução nas taxas durante o verão deste ano é uma possibilidade considerável. Este prognóstico ganha força diante dos últimos dados da Zona do Euro, que apontam para uma nova contração na atividade do setor privado em janeiro, sinalizando possíveis mudanças na política monetária em breve.

· 04:11 — Mais conclusões de Davos, na semana passada: América Latina e países do Golfo

Prosseguindo com as análises que iniciei ontem, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, realizado na semana passada na Suíça, dois outros tópicos emergiram como particularmente relevantes. O primeiro deles se refere à América Latina, que foi vista sob uma luz positiva pelos participantes. Há um consenso entre as lideranças de que a região, que inclui o Brasil, ocupa uma posição vantajosa no cenário global atual. Isso se deve a uma série de fatores:

i) Capacidade de produção alimentar, onde a América Latina se destaca como o maior exportador global de alimentos, com amplo potencial para aumentar tanto a produção quanto a produtividade;

ii) Recursos energéticos, sendo a região um exportador líquido de energia tradicional, com expectativas de crescente importância na exportação de gás natural e petróleo até 2035;

iii) Abundância de recursos minerais, incluindo a posição de liderança mundial na produção de cobre e o terceiro lugar em minério de ferro, além de reservas significativas de lítio;

iv) Uma posição predominantemente neutra em relação aos conflitos geopolíticos.

O segundo tópico de interesse é o Oriente Médio, que se destacou em Davos ao apresentar estratégias bem definidas para atrair co-investimentos e expertise, visando preparar a região para uma era pós-petróleo. As oportunidades parecem ser amplas, abarcando diversos setores. O Oriente Médio está atraindo atenção tanto de países do Sul Global — um termo que substituiu a noção de “mercados emergentes”, refletindo uma abordagem mais geopolítica — quanto das principais economias ocidentais, motivadas pelos progressos notáveis na região, apesar dos recentes conflitos.

· 05:25 — E os fundos de infraestrutura?

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