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Dando tempo ao tempo

Grafico em viés de alta

Imagem: Freepik

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A maravilha dos juros compostos.

Dez em cada dez influenciadores financeiros aclamam o poder de multiplicação patrimonial dos juros compostos.

Para reforçar a tese, especialistas invariavelmente citam um dos maiores gênios da humanidade, Albert Einstein, que teria classificado os juros compostos como a “oitava maravilha do mundo”.

Após uma breve pesquisa na internet, não consegui verificar se o físico alemão teria realmente afirmado publicamente sua admiração pelo juros compostos.

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Encontrei, porém, uma versão alternativa à admiração de Einstein pela matemática financeira, que teria considerado os juros compostos como a “força mais poderosa do Universo”.

De fato, independentemente da opinião do criador da Teoria da Relatividade, o poder dos juros compostos no tempo é inegável.

Trazendo o tema para nosso plano pessoal, e expandindo o conceito de taxas de juros para taxas de retorno, vale a pena entender como a exponencialidade dos retornos acumulados tem um papel fundamental em nossa construção patrimonial.

Antes de prosseguir, aproveito para lembrá-lo que já iniciamos a programação de eventos do Clube de Construção Patrimonial da Empiricus.

Nesta segunda-feira, dia 11, teremos um evento presencial com a participação do Caito Maia, fundador da rede Chilli Beans, para batermos um papo sobre investimentos em franquias.

Excepcionalmente estamos abrindo algumas vagas aos interessados aqui.

Voltando aos retornos.

Em um mundo linear, R$ 125 mil equivalem a 12,5% de R$ 1 milhão, certo?

Exponencialmente, porém, R$ 125 mil correspondem a um quarto de R$ 1 milhão, ou 25% da cifra milionária.

Linearmente, seria necessário agregar R$ 875 mil aos R$ 125 mil iniciais para chegar ao distante milhão.

Em uma dinâmica exponencial, o jogo é outro. Deveríamos dobrar os R$ 125 mil iniciais três vezes em sequência para chegar ao milhão, ou seja, encurtamos o trajeto para somente quatro etapas.

Considerando uma taxa de retorno de 10% ao ano, e um investimento inicial de R$ 100 mil, levaríamos cerca de 7 anos para acumular os primeiros R$ 100 mil de lucro.

Se continuarmos a deixar o dinheiro aplicado, em apenas 4 anos mais, receberíamos os R$ 100 mil seguintes.

Após 3 anos, já entrariam outros R$ 100 mil. Mais 2 anos, e receberíamos mais R$ 100 mil. E por aí vai.

No tempo, o patrimônio bem alocado cresce obedecendo justamente essa dinâmica, com ganhos financeiros crescentes à medida que o tempo avança.

Warren Buffett, o investidor mais bem-sucedido da história moderna, exemplifica bem a importância do tempo na construção de riqueza, posto que mais de 90% de sua fortuna foi acumulada após os seus 65 anos de idade.

Os empreendedores entendem perfeitamente esse jogo, reconhecendo a longa jornada que deve ser percorrida até o pote de ouro.

Em mundo cada vez mais acelerado, onde somos incessantemente bombardeados por informações, que nos empurra para um curto prazismo inócuo, temos necessariamente que nos lembrar da importância do tempo.

Parafraseando o finado sócio de Buffett, Charlie Munger, “os primeiros cem mil dólares são os mais difíceis”.

O resto é uma questão de tempo.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura e um abraço,

Abraços,

O post Dando tempo ao tempo apareceu primeiro em Empiricus.

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