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Ata do Copom, declarações de representantes do Fed e mais: veja os destaques do mercado nesta terça (6)

mercado em 5 minutos - inflação ao produtor; texto formal do arcabouço fiscal ata do copom fed
Mercado em 5 minutos. Imagem: Unsplash

Bom dia, pessoal. Iniciando a semana ainda assimilando as declarações de Jerome Powell do domingo, o foco dos mercados hoje recai sobre novas manifestações de membros do Federal Reserve. Está prevista a participação de quatro representantes do Fed, que poderão fornecer mais indícios de que qualquer redução nas taxas de juros seria postergada para o período entre maio e junho, sem surpresas até o momento. Essencialmente, continua a ajuste das expectativas dos investidores que, equivocadamente, antecipavam um corte nas taxas já em março, uma possibilidade que já havíamos considerado precipitada.

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Os mercados europeus abriram em território positivo, em contraste com os futuros dos EUA, que lutam para encontrar algum ímpeto de recuperação após as perdas de ontem. A tendência de baixa dominou a maioria dos mercados acionários asiáticos nesta terça-feira, com os investidores em busca de orientações dos bancos centrais da região sobre suas próximas ações. Em contrapartida, os mercados chineses registraram alta, impulsionados por relatórios que indicam o compromisso de um fundo estatal chinês em intensificar suas aquisições no mercado de ações do país, sinalizando a expectativa de mais medidas de estímulo.

A ver…

· 00:42 — Puxão de orelha

No cenário brasileiro, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) é aguardada sem expectativas de grandes revelações, embora possa esclarecer a visão do órgão sobre os desafios econômicos atuais. A previsão é que a taxa Selic se mantenha em 10,25% até maio de 2024. Paralelamente, a participação de Roberto Campos Neto e Fernando Haddad em um evento promovido pelo BTG Pactual poderá trazer insights relevantes tanto na esfera da política monetária quanto fiscal, com Haddad recebendo atenção particular diante do reinício das atividades legislativas em Brasília, que devem ganhar ímpeto somente após o Carnaval.

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Recentemente, Arthur Lira fez uma crítica explícita ao governo, exigindo a honra de compromissos previamente estabelecidos, uma declaração que parece ser uma reação direta às tentativas do governo de implementar a reoneração. No seu último ano à frente da Câmara dos Deputados, Lira se propõe a focar na regulamentação da reforma tributária, na discussão da reforma administrativa e no avanço de pautas ambientais. Dentre estas, a reforma tributária merece destaque por suas potenciais contribuições positivas para a produtividade e o crescimento econômico do país, apesar de seus benefícios demandarem um período extenso para se concretizarem.

· 01:36 — Um começo amargo de semana

Nos Estados Unidos, o mercado de ações enfrentou um início de semana turbulento, impulsionado por um conjunto de novos dados que apontam para uma economia robusta e uma continuidade na postura cautelosa da Reserva Federal em relação a cortes de taxas de juros. A queda dos principais índices foi desencadeada por um relatório recente do Institute for Supply Management, divulgado ontem, que revelou uma melhora no setor de serviços em janeiro, reforçando a percepção de uma economia resiliente e sustentando a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas.

A entrevista de Jerome Powell, concedida na quinta-feira mas só publicada no domingo, ganhou um caráter quase premonitório após os dados de emprego de sexta-feira, que evidenciaram a criação de 353 mil novos postos de trabalho no último mês, superando as expectativas e enviando um sinal claro da força do mercado de trabalho. Essa onda de contratações, embora possa representar um pico isolado em janeiro, juntamente com a tendência de crescimento salarial que vem se mantendo elevado e em ascensão nos últimos meses, acende um alerta quanto à persistência da inflação global. Paralelamente, a temporada de divulgação de resultados corporativos prossegue, com importantes empresas anunciando seus desempenhos hoje.

Outro foco de atenção nos Estados Unidos é a iminente decisão da Suprema Corte sobre a possibilidade de excluir o ex-presidente Trump das cédulas eleitorais devido ao seu envolvimento no ataque ao Capitólio em janeiro de 2020. A decisão, esperada para breve, pode ser crucial para as eleições, uma vez que há a possibilidade de outros 11 estados seguirem o exemplo do Colorado e do Maine e declararem Trump inelegível. Com as eleições configuradas como o evento geopolítico mais significativo do ano, qualquer novidade neste fronte pode ter impactos consideráveis nos mercados.

· 02:49 — Fundos chineses

Nesta terça-feira, o mercado de ações chinês destacou-se positivamente na Ásia, com os índices Shanghai Shenzhen CSI 300 e Shanghai Composite registrando altas de 2% e 0,9%, respectivamente. Após enfrentarem um começo de ano desafiador, ambos os índices conseguiram uma recuperação notável das mínimas históricas alcançadas na semana anterior. Essa retomada foi impulsionada, em grande parte, por notícias de que o fundo soberano Central Huijin Investment planeja intensificar a compra de ativos listados em bolsa, em um esforço para sustentar os mercados acionários locais.

O compromisso do Central Huijin veio acompanhado por uma afirmação do órgão regulador de valores mobiliários da China, que prometeu incentivar os fundos locais a participarem mais ativamente do mercado, indicando um reforço governamental ao suporte de um mercado de ações que vem passando por dificuldades e apresentando preços abaixo do ideal. Contudo, permanece a incerteza sobre se essas intervenções conseguirão fomentar uma recuperação duradoura nos mercados chineses, visto que as tentativas anteriores de estabilização do mercado por parte de entidades governamentais não alcançaram o sucesso esperado.

· 03:31 — Mapeando riscos

No encontro recente do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, foi divulgada a Pesquisa de Percepção de Riscos Globais deste ano, que procura mapear e priorizar os desafios que colocam em risco a nossa segurança comum. Os resultados apontam a desinformação impulsionada pela inteligência artificial como a ameaça mais iminente à escala global. A pesquisa destaca que notícias falsas e enganosas, potencializadas pela IA, representam um risco significativo para a erosão dos valores democráticos e para o aumento da polarização social. Este alerta ganha especial relevância considerando os importantes ciclos eleitorais previstos para este ano em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Índia, México e Indonésia, onde há preocupações de que a desinformação possa comprometer a integridade dos resultados eleitorais.

O relatório também enfatiza que o progresso tecnológico acelerado está introduzindo desafios inéditos e exacerbando problemas preexistentes. Inteligência Artificial foi um dos principais tópicos abordados no fórum, contando com a presença de figuras proeminentes do setor tecnológico, incluindo Sam Altman da Open AI, Satya Nadella da Microsoft, e Yann LeCun da Meta. Outros riscos de curto prazo que receberam destaque foram as condições climáticas extremas, a polarização social, a insegurança cibernética e os conflitos armados entre nações. Olhando para uma década à frente, a expectativa é que as alterações climáticas se estabeleçam como a principal preocupação global. Este panorama sublinha a urgência em abordar e mitigar riscos globais em um momento crítico para a humanidade.

· 04:25 — Uma eleição que merece destaque

Neste final de semana, presenciamos mais um evento eleitoral interessante de 2024, desta vez em um país que, apesar de sua histórica modéstia no palco internacional, tem recentemente capturado a atenção global, em grande parte devido às ações de seu presidente, Nayib Bukele, que garantiu sua reeleição no domingo. Com a contagem ultrapassando 70% das urnas, Bukele assegurou mais de 80% dos votos para seu segundo mandato presidencial em El Salvador, o único país da América Central que não tem litoral no Mar do Caribe. O caso de El Salvador, com área menor que o estado de Sergipe e uma população de pouco mais de 6 milhões, levanta a questão: como um país tão pequeno gera tanto interesse? A resposta é segurança.

Enfrentando um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) extremamente baixo, o desafio de Bukele, desde que chegou ao poder em 2019, era libertar seu país do ciclo de violência e pobreza. Surpreendentemente, suas políticas rigorosas contra gangues resultaram em um sucesso notável. El Salvador, que já foi conhecido pela mais alta taxa de homicídios per capita do mundo em 2015, com 106,3 homicídios por 100 mil habitantes, viu esse número cair para 2,4 em 2023. Isso representa uma redução de mais de 90% desde 2015, um feito que até os opositores políticos de Bukele reconhecem por sentir maior segurança no país. No entanto, essa segurança veio ao custo de abordagens consideradas não convencionais.

Em 2021, após o partido de Bukele, Nuevas Ideas, conquistar a maioria absoluta na Assembleia Legislativa, seus membros rapidamente removeram o procurador-geral de El Salvador e todos os cinco membros da Câmara Constitucional da Suprema Corte, conferindo a Bukele controle total sobre os três poderes. Essa ação possibilitou a implementação de um estado de exceção que permitiu o encarceramento em massa de membros de gangues, afetando quase 2% da população em menos de dois anos. A população salvadorenha se viu diante da escolha de trocar um aumento da segurança pela aceitação de um grau maior de autoritarismo, uma decisão cujas implicações para outros países serão observadas atentamente nos próximos anos. E se a moda pegar?

· 05:37 — Um belo resultado de bancão

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