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Apple (AAPL34) entrega números acima das projeções no 4T23, mas tem dificuldade de retomar os bons tempos

Apple lança conta poupança
Imagem: Unsplash

Na quinta-feira (1), após o encerramento do pregão regular a Apple (B3: AAPL34 | Nasdaq: AAPL) divulgou os seus números do primeiro trimestre do ano fiscal de 2024 (encerrado em dezembro). Os resultados vieram acima das projeções dos analistas.

Como foram as vendas da Apple?

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As vendas da companhia no período totalizaram US$119,575 bilhões, uma leve alta de 2% quando comparado com o 1º tri fiscal de 2023. Ainda que o crescimento não encha os olhos, pelo menos fez com que a empresa encerrasse a marca negativa de quatro trimestres consecutivos de queda na receita.

Dentre as suas linhas de negócios, destaque para o aumento de quase 6% na receita do iPhone (US$69,702 bilhões) e de mais de 11% na venda de Serviços (US$23,117 bilhões). 

Os outros produtos, por outro lado, tiveram um trimestre mais desafiador: a parte de Mac ficou estável (US$7,780 bilhões, +0,5% vs. 1T23); enquanto a de iPad (, US$7,023 bilhões, -25%); e Wearables e Acessórios (US$11,953 bilhões, -11,3%) recuaram no período.

Custos e lucro

Ao menos a companhia conseguiu reduzir marginalmente os seus custos no 1T24, que caíram 3% (US$64,720 bilhões) na comparação anual. 

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Isso fez com que ela reportasse um lucro bruto quase 9% maior, aos US$54,855 bilhões, o que representa uma margem bruta de 45,9% (+3p.p. vs 1T23).

O lucro líquido do trimestre foi de US$33,916 bilhões, ou US$2,19 por ação, um aumento de 15,9% na em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entretanto, outros sinais apontam as dificuldades ainda enfrentadas pela empresa para retornar os bons tempos do passado recente.

Isso porque, analisando por região, a única que apresentou queda nas vendas foi a Grande China — US$20,819 bilhões, valor 12,9% menor na comparação com o 1T23. Mas essa é tida como a principal avenida de crescimento na visão dos investidores, considerando o potencial do mercado em questão.

E isso acabou pesando nas ações, que desvalorizavam mais de 4% no after-market

O que achamos do resultado de Apple?

Considerando que não se trata de um ativo barato (negociando por 28 vezes seus lucros projetados), a verdade é que os investidores esperam um pouco mais dos resultados de uma empresa do porte da Apple (B3: AAPL34 | Nasdaq: AAPL)

Mesmo com a perspectiva negativa no curto prazo, entendo que a chance de um anúncio que surpreenda positivamente o mercado não deve ser descartada, como alguma coisa relacionado a Inteligência Artificial (na qual aparenta estar atrasada em relação aos seus pares). 

Ainda mais porque estamos falando de uma das melhores empresas do mundo, com mais de US$170 bilhões em caixa (mais de US$65 bilhões quando abatido a sua dívida). 

Para aqueles que já possuem o ativo, entendo que a companhia deve representar apenas uma pequena parte do portfólio — algo como 1% a 3% da carteira, como sugerimos na série MoneyBets.

Já aqueles que ainda não contam com a empresa entre as suas posições, acompanharia a ação mais de perto para pensar a possibilidade de entrada no futuro próximo (com parcimônia).

Além de Apple, recomendo conhecer a tese de outros BDRs que têm potencial de valorização neste momento. Acesse o material completo aqui.

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