advertising

5 perguntas e respostas necessárias sobre os ETFs de Bitcoin

Ciclo pré-halving do Bitcoin talvez seja o último para a pessoa física sair na frente do investidor institucional; entenda por que etf
Imagem: Freepik

Chegamos na tão aguardada semana. Os ETFs à vista de Bitcoin (BTC) estão prestes a serem aprovados, e possivelmente passarão a ser negociados já no dia seguinte, de acordo com o analista da Bloomberg, Eric Balchunas. Em virtude desse grandioso desenvolvimento para o mercado de criptoativos, trouxe aqui 5 perguntas para te esclarecer de vez o que há de mais importante sobre esses ETFs. 

1. Por que os ETFs de BTC nos Estados Unidos importam para o investidor brasileiro? 

advertising

Nesse caso, os ETFs importam para o investidor brasileiro (ou de qualquer outra nacionalidade) por um viés de preço. Acredito que a existência desse veículo de investimento desbloqueará uma demanda muito relevante para cripto, por parte de fundos de pensão, family offices, e gestoras de capital no geral, que deverá impactar preços para aqueles que já investem em BTC. 

2. Quais os principais prós de se investir via ETFs? 

ETFs são uma maneira cômoda de investir para quem já investe por meio de plataformas de investimento tradicionais, e não requerem conhecimento técnico do ativo subjacente. São veículos de investimento regulados, que conferem um tipo de segurança resguardada por meios tradicionais, a qual investidores não tão familiarizados com cripto preferem. 

3. Quais os principais contras de se investir via ETFs? 

Não possuem a mesma flexibilidade para diversificação que a gestão de ativos realizada por conta própria permite. Possuem taxas de administração que reduzem um pouco a performance do ativo. Requer confiar na custódia da contraparte. 

4. Ao investir via ETFs, qual é a diferença na hora do IR? 

Para quem escolher investir via ETFs no Brasil, existe a incidência de 15% de imposto sobre lucros de qualquer magnitude. Já para quem opta por investir por conta própria, somente lucros acima do montante de R$ 35 mil são cobrados impostos a partir de 15%, obedecendo uma tabela regressiva a depender da quantidade de capital investido. Se o lucro for obtido em corretoras no exterior, ou em carteiras digitais, há uma incidência de 15% sobre um mínimo de R$ 6 mil investidos. 

5. Os ETFs vão contra o ethos de descentralização cripto?  

advertising

Pode parecer que sim, mas eu argumento que não. Conforme criptoativos são cada vez mais incorporados em diversos contextos da sociedade, mais eu noto que essa classe não trata somente sobre a soberania do indivíduo, tratando também da soberania da família, das empresas, e de qualquer grupo, clã ou organização. Quando um grupo de pessoas deseja investir em BTC, por exemplo, isso naturalmente requer alguma relação de custódia (quem irá guardar as chaves?). Dessa maneira, deveremos ver cada vez mais o mundo adotando cripto por meio de adaptações de sistemas tradicionais, e não por mudanças drásticas da noite para o dia; o elemento mais importante em relação ao BTC ainda permanece: um meio de armazenar e transacionar valor que não pode ser inflado ou manipulado por políticos gananciosos ou mal informados.    

Variações semanais (31/12/23 a 08/01/24)

  • Bitcoin (BTC )

Preço: US$ 47.000 | Var. +11,50%

  • Ethereum (ETH)

Preço: US$ 2.333 | Var. +1,80%

🌐 Dominância Bitcoin: 54,52% (Var. +6,00%)

* dados referentes ao fechamento em 08/01/24

Tópicos da semana 

  • Guerra de taxas: com os ETFs na iminência de serem aprovados, as 11 primeiras emissoras travam uma guerra para ganhar a atratividade dos investidores. Essencialmente, quem oferecer a taxa de administração mais competitiva deverá atrair mais fluxos; por outro lado, taxas muito baixas podem tornar a operação não tão lucrativa. BlackRock fincou a sua taxa em 0,3% ao ano, Grayscale em 1,5%. As taxas mais baratas estão sendo ofertadas pela ARK Invest e Bitwise, porém de forma temporária, ou até atingirem U$ 1 bilhão sob custódia;  
  • ETH unstaking: a plataforma de empréstimo de criptomoedas Celsius, que está agora em processo de falência, está prestes a desbloquear e, presumivelmente, vender quase meio bilhão de dólares em Ethereum (ETH), de acordo com dados on-chain. Agora, a Celsius está liquidando seus ativos restantes para compensar os clientes. A empresa anunciou que começou o processo de desbloqueio de seus ETHs em staking, que vinham sendo usados para gerar renda ao longo do último ano e meio. 

Gráfico da semana  

No início de 2024, produtos de investimento em ativos digitais receberam entradas de US$151 milhões, elevando o total de entradas desde o processo Grayscale vs. SEC para US$2,3 bilhões. O Bitcoin liderou as entradas com US$113 milhões, representando 3,2% dos ativos sob gestão ao longo das últimas 9 semanas. 

Influxos semanais em fundos de cripto 

Fonte: Coinshares 

Além disso, Ethereum registrou entradas de US$29 milhões, marcando uma reviravolta no sentimento. Solana, por outro lado, teve saídas de US$5,3 milhões. Outras altcoins como Cardano, Avalanche e Litecoin também viram entradas notáveis de US$3,7 milhões, US$2 milhões e US$1,4 milhões, respectivamente. É importante observar que 55% das entradas vieram de bolsas dos EUA, mesmo antes do lançamento do ETF baseado em spot nos EUA. Alemanha e Suíça também registraram 21% e 17% das entradas, respectivamente.

Por fim, nesta quarta-feira, data máxima para a aprovação dos ETFs, uma coisa é certa: a volatilidade virá com força. Se haverá um sell the news, sinceramente, acho que não importa… pois entendo o investimento em cripto como algo para o longo prazo, e o bitcoin como um ativo que faz total sentido como uma reserva de valor (isso não quer dizer que não é arriscado,  e nem que devidas proporções de alocação não se apliquem). 

Arrisco o palpite de que bateremos os US$ 50 mil ainda esta semana. 

Forte abraço, 

Valter Rebelo 

O post 5 perguntas e respostas necessárias sobre os ETFs de Bitcoin apareceu primeiro em Empiricus.

advertising